
Allan Kaprow, em 1958 já dizia: " Um artista de hoje não tem mais que dizer " eu sou "um pintor" ou "um poeta " ou "um performer" ou "um dançarino". Ele é simplesmente " um artista". Assim, todas as instâncias da vida se abrirão para ele.
O conceito de hibridismo é hoje utilizado para compreendermos os processos artísticos, ele é a impossibilidade de conceituar uma criação artística como pertencente a uma única vertente, categoria ou cultura, decorrente do ilimitado experimentalismo da arte contemporânea.
Pensando no que comumente se estabelece como artes plásticas, não há mais limites entre pintura e desenho, ação e performance, objeto e escultura, instalação e site-specific work. As criações desse segmento são invadidas ou invadem o cinema, o teatro, a dança, a música, o espaço urbano, o ciberespaço, o design, os meios de comunicação, a política, as relações sociais ou a biotecnologia, sem querer ocupar o espaço conquistado por eles. Por outro lado, torna-se cada vez mais difícil, também, estabelecer diferenças entre processos artísticos que caracterizem um lugar ou uma cultura específica.
Arnaldo Antunes, entrevistado pela revista Continuum do Itaú Cultural na edição de agosto, exemplifica um pouco do fator híbrido agente na sua criação. Fala sobre a pulverização dos materiais e suportes nas suas possibilidades de escolha, especialmente nas Artes Plásticas e na Música, como um músico hoje está envolvido com várias linguagens tendo que pensar no clipe, na capa do disco, na atitude, na performance ao vivo, no figurino, no cenário, no gesto , na dança.
Para ler a entrevista, link no título desse post... está bem bacana e vale a pena ler.
Acredito que seja válido também postar mais temas que estão em alta na discussão da Arte Contemporânea, por isso , mais uma vez peço aos meus amigos e leitores que contribuam com conteúdo.
Até mais.....
