terça-feira, setembro 18, 2007

Um pouco mais de Ratto ...


Peço desculpas pelo atraso do post com imagens da exposição que eu havia prometido. E, cumprindo a promessa, seguem as fotos....





Alguns projetos cênicos de Gianni eram apresentados em maquetes.




Em foco no painel.... Gianni Ratto e ao seu lado esquerdo , a grandiosa Cacilda Becker.



Este é um dos projetos cenográficos expostos.

sábado, setembro 15, 2007

Uma homenagem ao teatro ...

Há quase um ano sem Gianni Ratto na terra e nas grandes produçoes, é possível senti-lo presente na esfera teatral através da sua eterna contribuição para a história do teatro brasileiro.

Eu estive mais perto dos seus trabalhos nesta semana em uma mostra na Caixa Cultural de São Paulo com a colaboração de Vaner Ratto, esposa de Gianni, a qual selecionou 400 obras que ficarão expostas até o dia 23 de setembro.

A exposição esta belíssima. Encontramos lá alguns projetos cênicos e maquetes de vários trabalhos realizados por Gianni, croquis de figurinos e figurinos originais expostos em manequins. Enfim, podemos nos aproximar um pouquinho da sua arte e de seu processo de criação.

Apesar de, proibido tirar fotos no local, eu escapei algumas vezes da segurança com a minha máquina escondida dentro da blusa rsrsrs.. e consegui algumas imagens. Mas, infelizmente, por problemas técnicos, (rs) só irei postá-las na proxima segunda-feira.

Vou ficando por aqui com o trailer do documentário A Mochila do Mascate, 73 min em 35mm num percurso pela vida de um artesao do teatro. "A trilha, feita de fragmentos de uma música escrita em 1951 pela mãe de Gianni, pedaços de canções tocadas num piano, e uma arquitetura de sons composta dos ruídos captados ao longo da filmagem, interage com as imagens de diferentes suportes (vídeo, imagens de arquivo, desenhos, super 8 e 16mm), possibilitando, assim, diversas camadas interpretativas." (http://www.gianniratto.com/docs/A_Mochila_do_Mascate-Gianni_Ratto.doc)










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terça-feira, setembro 11, 2007

Sobre o Híbrido na Arte Contemporânea

Allan Kaprow, em 1958 já dizia: " Um artista de hoje não tem mais que dizer " eu sou "um pintor" ou "um poeta " ou "um performer" ou "um dançarino". Ele é simplesmente " um artista". Assim, todas as instâncias da vida se abrirão para ele.


O conceito de hibridismo é hoje utilizado para compreendermos os processos artísticos, ele é a impossibilidade de conceituar uma criação artística como pertencente a uma única vertente, categoria ou cultura, decorrente do ilimitado experimentalismo da arte contemporânea.


Pensando no que comumente se estabelece como artes plásticas, não há mais limites entre pintura e desenho, ação e performance, objeto e escultura, instalação e site-specific work. As criações desse segmento são invadidas ou invadem o cinema, o teatro, a dança, a música, o espaço urbano, o ciberespaço, o design, os meios de comunicação, a política, as relações sociais ou a biotecnologia, sem querer ocupar o espaço conquistado por eles. Por outro lado, torna-se cada vez mais difícil, também, estabelecer diferenças entre processos artísticos que caracterizem um lugar ou uma cultura específica.


Arnaldo Antunes, entrevistado pela revista Continuum do Itaú Cultural na edição de agosto, exemplifica um pouco do fator híbrido agente na sua criação. Fala sobre a pulverização dos materiais e suportes nas suas possibilidades de escolha, especialmente nas Artes Plásticas e na Música, como um músico hoje está envolvido com várias linguagens tendo que pensar no clipe, na capa do disco, na atitude, na performance ao vivo, no figurino, no cenário, no gesto , na dança.


Para ler a entrevista, link no título desse post... está bem bacana e vale a pena ler.
Acredito que seja válido também postar mais temas que estão em alta na discussão da Arte Contemporânea, por isso , mais uma vez peço aos meus amigos e leitores que contribuam com conteúdo.



Até mais.....